domingo, 26 de agosto de 2012

Agronomia e Informática



Nos dias atuais, o mundo encontra-se em rápido processo de transição da sociedade industrial para a sociedade da informação, considerada por muitos como uma revolução em escala bem maior e global e de ciclo bem menor que o experimentado pela revolução industrial. Neste processo de transição, a informação tem sido apontada como a principal fonte do poder, em substituição ao capital, principal fonte de poder da sociedade industrial. Também as empresas estão passando por um processo drástico e rápido de reorientação e reestruturação, visando sempre buscar respostas para satisfazer as necessidades e expectativas dessa nova sociedade.
A principal fonte provedora desta mudança tem sido o intenso emprego do recurso informação, associado às tecnologias facilitadoras de coleta, processamento, armazenamento e disseminação, conhecidas como Tecnologias da Informação (TI). Cada vez mais, as empresas têm recorrido a esta tecnologia para a adequação de seus empreendimentos ao novo formato de operação exigida pelo mercado nacional e internacional.
Neste contexto, as atividades agrícolas deixam de ser uma mera fazenda para se tornarem uma empresa agrícola, exigindo um controle mais eficiente. Entretanto, as empresas buscam não somente um sistema de gestão informatizado, mas profissionais competentes para supervisionar ou coordenar resultados desejados.
O agrônomo do futuro surge não somente para atender essa nova demanda, mas também para quebra de alguns paradigmas. Além de deter conhecimentos em Ciências Agrárias passa a necessidade de complementar sua formação em Tecnologia da Informação.
No Brasil, as principais limitações identificadas para informatização de empresas rurais foram:
  • idade média avançada dos empresários rurais;
  • baixo nível de escolaridade (educação formal);
  • migração dos filhos para outras atividades nas cidades;
  • falta de recursos financeiros para aquisição de equipamentos, material de informática e treinamento de pessoal;
  • precariedade ou ausência dos serviços de telefonia e energia elétrica;
  • ausência de provedores de acesso à Internet.
Dentre as restrições para informatização de cooperativas agropecuárias, foram identificadas:
  • falta de visão administrativa dos dirigentes de cooperativas;
  • ausência de recursos humanos qualificados para uso da informática;
  • sucateamento dos equipamentos de informática, falta de recursos financeiros para atualização dos equipamentos e treinamento de pessoal para uso da informática;
  • precariedade dos serviços de telefonia e provedoras para uso da internet;
  • ausência de serviços para manutenção de equipamentos de informática.
Em que pese o rápido desenvolvimento da informática, com equipamentos e softwares cada vez mais eficientes e acessíveis em termos de preços, as limitações do seu emprego nas fazendas e cooperativas agropecuárias encontram-se na falta de profissionais da área de suporte, principalmente nas pequenas e médias cidades e no meio rural, em geral.
Com certeza, os empresários rurais, cooperativas agropecuárias e outros que não fizerem uso da tecnologia com implicação de sistemas de gestão de seu interesse estarão desprovidos de um recurso importante no contexto atual de mudanças, em que a falta de um controle eficiente para tomada de decisão assertiva, implicará na sua marginalização neste mercado competitivo.

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